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Palavras

Monday, March 07, 2011


Poucas palavras pra dizer o que meu coração tem gritado a quatro ventos
Bjo

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Pra você, Gurijubinha.

Sunday, June 21, 2009

Te devo tanto...
Desculpas, abraços, ligações
Parabens, beijos, atenções
Respostas e também algumas explicações...

Te amo tanto
Mesmo neste meu mundo bagunçado
Meu caminho complicado e difícil de entender

Mas ainda assim espero que seu dia tenha sido perfeito
Mesmo não estando eu dentro dele.
Não por não querer.
Só que simplesmente nem sempre podemos estar onde queremos, com quem queremos.

Desculpas não cabem
Só espero que nunca esqueça do quanto és importante na minha vida
E do quanto sinto tua falta.

Eu volto. Ainda não sei quando nem como
Mas continuo sempre do teu lado
Mesmo quando pensas que não.

Te amo, gurijubinha.
Ju

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Coisas do meu Brasil - A Dança do Carimbó

Saturday, December 13, 2008

A mais extraordinária manifestação de criatividade artística do povo paraense foi criada pelos índios Tupinambá que, segundo os historiadores, eram dotados de um senso artístico invulgar, chegando a ser considerados, nas tribos, como verdadeiros semi-deuses.
Inicialmente, segundo tudo indica, a "Dança do Carimbó" era apresentada num andamento monótono, como acontece com a grande maioria das danças indígenas. Quando os escravos africanos tomaram contato com essa manifestação artística dos Tupinambá começaram a aperfeiçoar a dança, iniciando pelo andamento que , de monótono, passou a vibrar como uma espécie de variante do batuque africano. O nome carimbó aplica-se tanto a dança como a música.


O Carimbó é uma dança que tem influência africana, indígena e portuguesa. É, inclusive, conhecido nacionalmente (por estudiosos em folclore) como a única dança brasileira, onde se percebe visivelmente a influência dos três povos que formaram a sociedade brasileira: o batuque africano; os instrumentos indígenas e coluna curvada, da forma como dança esse povo; e o estalar de dedos dos portugueses.
Por isso contagiava até mesmo os colonizadores portugueses que, pelo interesse de conseguir mão-de-obra para os mais diversos trabalhos, não somente estimulavam essas manifestações, como também, excepcionalmente, faziam questão de participar, acrescentando traços da expressão corporal característica das danças portuguesas. Não é à toa que a "Dança do Carimbó" apresenta, em certas passagens, alguns movimentos das danças folclóricas lusitanas, como os dedos castanholando na marcação certa do ritmo.

Coreografia:
A dança é apresentada em pares. Começa com duas fileiras de homens e mulheres com a frente voltada para o centro. Quando a música inicia os homens vão em direção às mulheres, diante das quais batem palmas como uma espécie de convite para a dança. Imediatamente os pares se formam, girando continuamente em torno de si mesmo, ao mesmo tempo formando um grande círculo que gira em sentido contrário ao ponteiro do relógio. Os dançarinos apresentam uma coreografia onde os pares dançam soltos. O cavalheiro comanda os passos seguido pela dama, onde dão inúmeras voltas sempre obedecendo o ritmo dos instrumentos e lembrando uma dança de roda. Sua característica fundamental e inconfundível é a dança livre, com a marcação do ritmo com a perna direita e arrastando a esquerda e vice-versa, conforme a tendência do dançarino. Os braços se elevam acima dos ombros em forma de “L” e acompanham o gingado do corpo.

As mulheres, cheias de encantos, costumam tirar graça com seus companheiros segurando a barra da saia, esperando o momento em que os seus cavalheiros estejam distraídos para atirar-lhes no rosto esta parte da indumentária feminina. O fato sempre provoca gritos e gargalhadas nos outros dançadores. O cavalheiro que é vaiado pelos seus próprios companheiros é forçado a abandonar o local da dança.

Em determinado momento da "dança do carimbó" vai para o centro um casal de dançadores para a execução da famosa dança do peru, ou "Peru de Atalaia", onde o cavalheiro é forçado a apanhar, apenas com a boca, um lenço que sua companheira estende no chão. Caso o cavalheiro não consiga executar tal proeza sua companheira atira- lhe a barra da saia no rosto e, debaixo de vaias dos demais, ele é forçado a abandonar a dança. Caso consiga é aplaudido.


Indumentária:
Todos os dançarinos apresentam-se descalços. As mulheres usam saias coloridas, muito franzidas e amplas, blusas de cor lisa, pulseiras e colares de sementes grandes. Os cabelos são ornamentados com ramos de rosas ou jasmim de Santo Antônio. Os homens apresentam-se com calças de mescla azul clara e camisas do mesmo tom, com as pontas amarradas na altura do umbigo, além de um lenço vermelho no pescoço.

Denominação:
A denominação da "Dança do Carimbó" vem do titulo dado pelos indígenas aos dois tambores de dimensões diferentes que servem para o acompanhamento básico do ritmo.
Na língua indígena "Carimbó" - Curi (Pau) e Mbó ( Oco ou furado), significa pau que produz som. Em alguns lugares do interior do Pará continua o título original de "Dança do Curimbó".
Mais recentemente , entretanto, a dança ficou nacionalmente conhecida como "Dança do Carimbó", sem qualquer possibilidade de transformação.

Instrumentos típicos:
O acompanhamento da dança tem, obrigatoriamente, dois "curimbós" (tambores) com dimensões diferentes para se conseguir contraste sonoro, com os tocadores sentados sobre os troncos, utilizando as mãos à guisa de baquetas, com os quais executam o ritmo adequado.
Outro tocador, com dois paus, executa outros instrumentos obrigatórios, como o ganzá, o reco-reco, o banjo, a flauta, os maracás, afochê e os pandeiros. Esses instrumentos compõem o conjunto musical característico, sem a utilização de instrumentos eletrônicos.

Carimbó é dança, é música, é cultura.
É um deixar-se livre por natureza e viver a vida de modo simples, demonstrando a felicidade nos movimentos.
É uma das coisas que mais amo no Pará. Dançar carimbó faz parte da minha história.
E você, quer aprender? ;)
Beijo Imenso
Ju



Essa postagem faz parte da Blogagem Coletiva Coisas do Brasil 2 promovida pelo blog Leio o Mundo Assim.


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Sobre os desertos do homem

Monday, November 24, 2008


O maior deserto que um homem pode encontrar é a sua incapacidade de aprender com o silêncio.
Ao mesmo tempo em que parece vazio, é fonte inesgotável de energia e conhecimento, pois é ali que, verdadeiramente, existe a mais sublime forma de VIDA...

E ali, em silêncio, seu coração pode falar, pois há resposta para tudo aquilo que você sempre desejou saber, mas nunca ninguém soube te contar.Tudo aquilo que sempre foi importante pra você começará a ter brilho novo, pois quando vc soltar as rédeas do seu coração (ao menos um pouquinho), ele vai surgir no deserto de sua vida, desvendando cada um dos mistérios da tua alma.E como bom companheiro, quer te contar todas as glórias da conquista, quer te mostrar a paz que a liberdade pode trazer.

A partir daí, nenhuma pergunta sua ficará sem resposta porque, nesse momento, seu coração terá voltado a fazer parte do infinito, servindo de ligação entre você e o universo...

"É possível impor silêncio ao sentimento; não é, porém, possível marcar-lhe limites"
(Suzanne Necker)

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Palavras de Cecília...

Friday, November 07, 2008

Renova-te.
Renasce em ti mesmo.
Multiplica os teus olhos, para verem mais.
Multiplica-se os teus braços para semeares tudo.
Destrói os olhos que tiverem visto.
Cria outros, para as visões novas.
Destrói os braços que tiverem semeado,
Para se esquecerem de colher.
Sê sempre o mesmo.
Sempre outro. Mas sempre alto.
Sempre longe.
E dentro de tudo.
 (Cecíla Meireles)

Quanto mais me despedaço, mais fico inteira e serena
(Cecília Meireles)



Post integrante da blogagem coletiva promovida pelo blog Na dança das palavras...
Beijo
Ju

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Palavras a um Pôr-do Sol...

Wednesday, October 22, 2008


Bom dia, Pôr-do-sol.
Engraçado, né? Se fôssemos interpretar isso literalmente seria ridículo. Como dar bom dia a algo que vem quando o dia terminou??

Precisava colocar tudo pra fora. Estou com algo entalado na garganta. A saudade tem doído demais e eu tenho buscado o equilíbrio todos os dias. Esta não é nenhuma tentativa de mudar as coisas nem um apelo sentimental. É apenas algo que precisava dividir com você. E tinha que ser com você. Da forma que fosse.

Posso ficar sem falar com você todos os dias, mas não posso esquecer que ainda é importante pra mim. Posso não estar tendo a oportunidade de olhar nos teus olhos, mas tenho gravada a luz que existe neles. Não há como fingir que ela não está mais ali.
Posso não ter mais teu sorriso, mas ainda consigo imaginar como ele é. Posso tentar viver sem você, e estou tentando, mas uma promessa feita ao meu coração (e por mais que alguém diga que foi apenas uma palavra solta ao vento, algo momentâneo, eu sei que não foi) me faz lembrar que você vai estar sempre comigo.

Você de nós sempre foi o mais forte, mais racional, mais sensato. Ainda continuo sendo a parte mais impulsiva, mais sentimental. Ainda somos sonhadores, ainda queremos mudar o mundo. Apenas erramos em deixar as circunstâncias mudarem nossos planos. Estranho pensar que você talvez não esteja mais comigo quando eu me formar. É estranho pensar que não vou estar ao seu lado em sua mesa de formatura, em sua festa de aniversário, em sua vida. Que não existirá mais lugar secreto, nem banho de chuva, nem casa de praia, nem histórias aos netos. Que não existe mais telepatia, nem olhares que tudo dizem sem palavras. É estranho. São pequenas coisas que já eram parte do meu futuro.

Não deu pra não lembrar da prova de Anatomia Patológica. Não deu pra não lembrar daquele abraço de boa sorte, ou daquele medo todo de não conseguir. Em algum lugar eu sempre estarei rezando por você da mesma forma que antes, pode ter certeza. Mesmo que não tenha possa te dar aquele mesmo abraço. Estou me esforçando pra passar no 4º ano, devo confessar que as coisas não estão saindo como eu gostaria. Posso não ter mais um professor, mas ainda tenho seu modo de ensinar e as suas palavras. Incrível como a primeira prova que veio parar em minhas mãos foi justamente a sua. Talvez tenha sido a forma que a vida encontrou de você realmente me ensinar, como tinha prometido. Pois a vida não esquece as nossas promessas e ela não iria deixar você descumprir a sua.

Essa noite, lembrei de quando conversamos na Estação da última vez. A primeira interrogação que veio: “Por que tudo tinha que terminar assim?”. Ambos sabemos que não terminou. Teria terminado se tivéssemos deletado tudo de nossas mentes, se fosse algo indiferente. Já tentei odiar você e não consegui. Tentei fingir que não existe e também não consegui. Assim como lembro de você em cada situação, você também lembra de mim, aonde quer que você esteja, aonde quer que você vá.

Sei que também não vou conseguir deixar de sorrir ao ver o Gallebus, ao passar pelo museu, ao ir ao Marujo’s ou tomar sorvete de morango, lembrar do carimbó e DVD do Calypso (quase furado), “Imagino” e “Pra Sempre”, ao ouvir Djavan ou Lulu Santos ou Ana Carolina, comer Crunch ou abacate com leite Ninho, lasanha ou até mesmo tomar a velha e boa Coca-cola.

Sempre vou lembrar do guaraná-horrível Jesus, ou de macaquinho ou de “deda” de madrugada. De “mão vai e vem” ao invés de mão dupla, andar de moto pela primeira vez, Spazzio ou Xícara com pizza crepúsculo.
Até mesmo da Cia Paulista, com jambu de camarão e Brasileira, ou carta ao jornal no GP, conversa de madrugada e disco voador, telefonema sonâmbulo ou surpresa no aniversário da Tata. Do tradicional “nem pensa”, que eu já não consigo falar tanto como antes, ou conversa no CAM, ou fofocas básicas de UEPA, parte I e II.
De Beiradão com caminho iluminado, de sonho que não deu certo, mas serviu de alguma forma, de pegar ônibus na pista antes de tentar resolver sua vida, cheio de empolgação e esperança. Sabe, tudo isso sempre vai estar aqui. Simplesmente porque esteve comigo quando eu mais precisava. E isso fez toda a diferença.

Não dá simplesmente pra esquecer, fingir que não existiu. Foi cotidiano demais, vivo demais. Amizade dessas a gente não encontra em cada esquina. E por mais que você não esteja mais aqui pra viver essa amizade, não quero outra. Doeu quando perdi meu amor, meu pai, meu sonho. Mas quando perdi você, meu amigo, vivi uma experiência que não quero viver nunca mais: faltou um pedaço de história, como quando o livro é bom e a gente rasga uma página do final. Deu revolta e nem quis entender. Mas hoje entendo, não aceito, mas também não tenho vontade de mudar nada. Acho que no fundo ainda somos unidos demais, pois ainda sinto sua presença constante do meu lado. Esforce-se para ser tão feliz como sempre sonhamos. Também vou fazer o mesmo esforço.

Bom, já deu. Não sei nem se devo publicar isso em algum lugar. Nem sei se alguém ao menos vai ler isso tudo. Ou se vai me achar ridícula ou tola. Mas eram coisas que eu precisava dizer.
Desculpa. Foi saudade, só saudade...

Raio de Luz

“Eu só quero saber em qual rua a minha vida vai encostar na tua...” (Ana Carolina)

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