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Voar com você...

Sunday, April 12, 2009

Acho que não existe ainda um dia sequer que eu não pense em você.
Você faz falta. Simplesmente porque me entendia como poucos.

"Eu queria tanto encontrar você
Pra fazer um auê com você
Cai, cai aqui na minha mão
Eu não vou deixar cair não
Homem-asa, meu balão

Você voa no céu feito gaivota

Você é um passarinho
Que mergulha do céu pra terra no seu ninho
Que realizou um antigo desejo de um homem voar
Com a sabedoria dos passarinhos
Você é dono do mundo!

Ah, eu queria estar aí com você

Mas me contento em vibrar
E te espero rezando ansiosa por
Uma descida tranqüila e vitoriosa
E depois me encontrar com você
E fazer um Auê... "

(Art Popular)

Saudades imensas, amigo-irmão.
Beijo,
Ju

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Dia de Chuva e Internato...

Thursday, January 22, 2009


Estou sem um pingo de ânimo pra sair...
Engraçado é que quando a minha vida era pura correria eu queria mesmo era ter tempo pra ficar à toa.
Agora não vejo a hora de voltar a ter aquela rotina cansativa.
Inconstante? Um pouco. Mas apesar de tudo, sou tipicamente eufórica e não consigo ficar sem fazer nada por muito tempo...

Acabaram-se as férias e agora o negócio é esperar pra ver como vai ser o Internato. Quinto ano do curso, novas rotinas, novas responsabilidades. Por incrível que pareça (em um momento raro em minha vida), não estou ansiosa. Ainda.

Amanhã acontece a divisão dos locais de estágio. O Internato é pura e simplesmente a vivência médica, o dia-a-dia na rotina no serviço de saúde. Tão apaixonante quanto estressante. É dividido em áreas ou blocos, com rodízio, ou seja, todo mundo vai passar por tudo... Vou começar pelo módulo de Saúde da Mulher (Ginecologia e Obstetrícia)... Nunca fui fã de G.O, mas foi a única matéria em que eu passei direto no ano passado, então, vamos esperar pra ver...

Acho que estou um pouco entediada...
Será que foi a chuva???

.......................................

SÓ PRA MIM...

Não vou viver, como alguém que só espera um novo amor
Há outras coisas no caminho onde eu vou
As vezes ando só, trocando passos com a solidão
Momentos que são meus, e que não abro mão

Já sei olhar o rio por onde a vida passa
Sem me precipitar, e nem perder a hora
Escuto no silêncio que há em mim e basta
Outro tempo começou pra mim agora

Vou deixar a rua me levar
Ver a cidade se acender
A lua vai banhar esse lugar
Eu vou lembrar você

É, mas tenho ainda muita coisa pra arrumar
Promessas que me fiz e que ainda não cumpri
Palavras me aguardam o tempo exato pra falar
Coisas minhas, talvez você nem queira ouvir

... Ás vezes, só isso basta pra me traduzir... às vezes...

PS: Aqui nem tudo é o que parece!
Beijo Imenso
Ju

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Saudade de novo.

Friday, November 14, 2008

Aula de Pediatria II - 9 horas da manhã...
Assunto abordado: Icterícia Neonatal.
(...) Então, porque uma vez um aluno me ligou perguntando quais os exames que deveriam ser pedidos quando o paciente fosse um recém-nascido com icterícia, aí eu disse pra ele:
 'Faltaste a minha aula, não foi?'
 'Não, professora... Só que eu não lembro...'
Então desde agora eu digo pra vocês que vocês preciiiisam saber, porque vocês podem ligar e de repente eu posso não atender... O aluno? Ah, o aluno era o Victor Serrate..."
Meu coração despedaçou.
Não era pra ela ter falado dele hoje. Não hoje.

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Palavras a um Pôr-do Sol...

Wednesday, October 22, 2008


Bom dia, Pôr-do-sol.
Engraçado, né? Se fôssemos interpretar isso literalmente seria ridículo. Como dar bom dia a algo que vem quando o dia terminou??

Precisava colocar tudo pra fora. Estou com algo entalado na garganta. A saudade tem doído demais e eu tenho buscado o equilíbrio todos os dias. Esta não é nenhuma tentativa de mudar as coisas nem um apelo sentimental. É apenas algo que precisava dividir com você. E tinha que ser com você. Da forma que fosse.

Posso ficar sem falar com você todos os dias, mas não posso esquecer que ainda é importante pra mim. Posso não estar tendo a oportunidade de olhar nos teus olhos, mas tenho gravada a luz que existe neles. Não há como fingir que ela não está mais ali.
Posso não ter mais teu sorriso, mas ainda consigo imaginar como ele é. Posso tentar viver sem você, e estou tentando, mas uma promessa feita ao meu coração (e por mais que alguém diga que foi apenas uma palavra solta ao vento, algo momentâneo, eu sei que não foi) me faz lembrar que você vai estar sempre comigo.

Você de nós sempre foi o mais forte, mais racional, mais sensato. Ainda continuo sendo a parte mais impulsiva, mais sentimental. Ainda somos sonhadores, ainda queremos mudar o mundo. Apenas erramos em deixar as circunstâncias mudarem nossos planos. Estranho pensar que você talvez não esteja mais comigo quando eu me formar. É estranho pensar que não vou estar ao seu lado em sua mesa de formatura, em sua festa de aniversário, em sua vida. Que não existirá mais lugar secreto, nem banho de chuva, nem casa de praia, nem histórias aos netos. Que não existe mais telepatia, nem olhares que tudo dizem sem palavras. É estranho. São pequenas coisas que já eram parte do meu futuro.

Não deu pra não lembrar da prova de Anatomia Patológica. Não deu pra não lembrar daquele abraço de boa sorte, ou daquele medo todo de não conseguir. Em algum lugar eu sempre estarei rezando por você da mesma forma que antes, pode ter certeza. Mesmo que não tenha possa te dar aquele mesmo abraço. Estou me esforçando pra passar no 4º ano, devo confessar que as coisas não estão saindo como eu gostaria. Posso não ter mais um professor, mas ainda tenho seu modo de ensinar e as suas palavras. Incrível como a primeira prova que veio parar em minhas mãos foi justamente a sua. Talvez tenha sido a forma que a vida encontrou de você realmente me ensinar, como tinha prometido. Pois a vida não esquece as nossas promessas e ela não iria deixar você descumprir a sua.

Essa noite, lembrei de quando conversamos na Estação da última vez. A primeira interrogação que veio: “Por que tudo tinha que terminar assim?”. Ambos sabemos que não terminou. Teria terminado se tivéssemos deletado tudo de nossas mentes, se fosse algo indiferente. Já tentei odiar você e não consegui. Tentei fingir que não existe e também não consegui. Assim como lembro de você em cada situação, você também lembra de mim, aonde quer que você esteja, aonde quer que você vá.

Sei que também não vou conseguir deixar de sorrir ao ver o Gallebus, ao passar pelo museu, ao ir ao Marujo’s ou tomar sorvete de morango, lembrar do carimbó e DVD do Calypso (quase furado), “Imagino” e “Pra Sempre”, ao ouvir Djavan ou Lulu Santos ou Ana Carolina, comer Crunch ou abacate com leite Ninho, lasanha ou até mesmo tomar a velha e boa Coca-cola.

Sempre vou lembrar do guaraná-horrível Jesus, ou de macaquinho ou de “deda” de madrugada. De “mão vai e vem” ao invés de mão dupla, andar de moto pela primeira vez, Spazzio ou Xícara com pizza crepúsculo.
Até mesmo da Cia Paulista, com jambu de camarão e Brasileira, ou carta ao jornal no GP, conversa de madrugada e disco voador, telefonema sonâmbulo ou surpresa no aniversário da Tata. Do tradicional “nem pensa”, que eu já não consigo falar tanto como antes, ou conversa no CAM, ou fofocas básicas de UEPA, parte I e II.
De Beiradão com caminho iluminado, de sonho que não deu certo, mas serviu de alguma forma, de pegar ônibus na pista antes de tentar resolver sua vida, cheio de empolgação e esperança. Sabe, tudo isso sempre vai estar aqui. Simplesmente porque esteve comigo quando eu mais precisava. E isso fez toda a diferença.

Não dá simplesmente pra esquecer, fingir que não existiu. Foi cotidiano demais, vivo demais. Amizade dessas a gente não encontra em cada esquina. E por mais que você não esteja mais aqui pra viver essa amizade, não quero outra. Doeu quando perdi meu amor, meu pai, meu sonho. Mas quando perdi você, meu amigo, vivi uma experiência que não quero viver nunca mais: faltou um pedaço de história, como quando o livro é bom e a gente rasga uma página do final. Deu revolta e nem quis entender. Mas hoje entendo, não aceito, mas também não tenho vontade de mudar nada. Acho que no fundo ainda somos unidos demais, pois ainda sinto sua presença constante do meu lado. Esforce-se para ser tão feliz como sempre sonhamos. Também vou fazer o mesmo esforço.

Bom, já deu. Não sei nem se devo publicar isso em algum lugar. Nem sei se alguém ao menos vai ler isso tudo. Ou se vai me achar ridícula ou tola. Mas eram coisas que eu precisava dizer.
Desculpa. Foi saudade, só saudade...

Raio de Luz

“Eu só quero saber em qual rua a minha vida vai encostar na tua...” (Ana Carolina)

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Apenas eu...

Sunday, October 19, 2008


UPDATE:

:(
Fui ver o Urbano e quando cheguei lá tava tocando "Canção da América"...
Sabe o que mais mata? Eu CANTEI essa música no enterro do Victor...
Quero chorar, mas não consigo...

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Saudade

Wednesday, October 08, 2008


Continuo me achando uma boba.
Sinto falta de coisas que, na verdade, sempre foram minhas.
Um sorriso passageiro, um olhar que tudo entendia sem palavras, um carinho repentino, uma risada de sarcasmo, um abraço apertado...
Uma compreensão muda, um estar ali apenas por estar e isso me fazia bem.
Mas tudo mudou. Não sei se destino, se fatalidade, ou se na verdade era tudo ilusão.
Uma cumplicidade que eu inventei, ou algo que perdemos pela dor.
Mas dei o melhor de mim quando foi preciso.
Não me arrependo, quero continuar dando o meu melhor.
E sempre vou estar aqui.

Só que agora vou procurar respeitar mais algumas coisas que eu ainda não tinha percebido.
Respeitar os meus momentos, meu modo de agir, de pensar.

Mas uma coisa é certa: o que sinto é real e não vai passar assim tão fácil.
E o que vai fazer mais falta vai ser aquele abraço.
Aquele que tinha o poder de desfazer todo o mal e, por mágica, o sol sempre voltava a brilhar.

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Constatações

Tuesday, October 07, 2008


O tempo passa numa sucessão de dias infindáveis
Parece que tudo passa tão depressa que nem deu tempo de viver
A busca continua por uma explicação racional dos sentimentos, uma espécie de realização.
Dia após dia, sinto-me envolta numa série de obrigações que se acumulam e se complementam e me levam cada vez mais pra longe de mim mesma e, ao mesmo tempo, me fazem perceber quem sou e o que quero ser.

No meio de tudo isso, algo não mudou.
É o amor que sinto por ti e a falta que você me faz.

Te amo pra sempre.

*Amores, eu sei que deixei vocês preocupados, mas eu tô bem... Não vou dizer que estou feliz, porque a falta ainda perturba, mas já não estou tão triste... Ele não ia gostar se eu estivesse... :(
* Duzinha... Li o texto do Chico na missa do 7º dia... A igreja inteira chorou.... te amo...

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Vai ser difícil sem você, porque você está comigo o tempo todo...

Thursday, September 25, 2008


"Os dias passam depressa.
E quanto mais se aproxima o dia da batalha,
mais eu penso que ainda não estou preparada...
Só que agora não tenho medo."

Se eu tivesse adivinhado, não estaria doendo tanto.
Perdi meu melhor amigo. Perdi meu rumo.
Ainda não aceito a forma como tudo aconteceu.
Um carro na estrada. Quatro jovens felizes.
Um deslize, um único momento de descontrole.
E tudo se perdeu. Ele se foi.
Ainda sinto que não estou em mim.
Não, não estou preparada se esta é a batalha.
E continuo com medo, um medo que aumenta cada vez mais.
Porque agora, sem você, estou um pouco mais longe de mim.


Victor:
  
Meu pôr-do-sol, meu melhor amigo, meu irmão de coração...
Ainda não consigo acreditar que você se foi, ainda não consigo imaginar minha vida sem você.

Palavras são falhas pra dizer o que sinto agora. 
Talvez elas venham depois, num belo poema ou numa canção que eu fizer pra você.
Mas agora tudo é apenas o vazio da saudade que você deixou...
E hoje sou apenas um raio sem luz...

Pra sempre,
Raio de Luz.

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Blogagens Coletivas

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